terça-feira, 21 de março de 2017

A menina do cabelo azul [32] - Até que nada mais importe

Era noite, em torno de onze horas de sábado quando chamaram Manu no portão de sua casa.
- Caio! – Ela sorriu feliz em vê-lo.
- Desculpa, eu sei que a festa é só para meninas, mas não vou ficar não. Só vim para te dar os parabéns pessoalmente, não resisti. – Ele mostrou um buquê um tanto diferente, de bombons, Manu arregalou os olhos encantada enquanto o pegava.
- Meu Deus! Que sonho! Ouro branco é o chocolate que mais gosto, mas nossa, só tem os que gosto aqui... – Falou olhando o buquê. – Amei, arrasou!

segunda-feira, 13 de março de 2017

A menina do cabelo azul [31] - Horizontes



- É meninas, não resta dúvida. Caio tem se mostrado muito maduro. Pra ser sincera, até mais do que esperava. – Desabafou Manu.
- Como assim? – Disse Amanda, enquanto olhava umas maquiagens da loja que estavam no shopping.
- Ele quer fazer federal, tem sentido no coração, e vai tentar, mesmo que tenha que ir para outro estado. – Manu respondeu.
- Nossa, mas ele não gosta de você? – Lilli estranhou.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A menina do cabelo azul [30] - Cabelo azul?

- Oie tia, a Manu ta aí? – Pietra ligou para a casa de Manu.
- Não Pietra, ela foi ao cabeleireiro.
- Que bom! Queria falar algo com a senhora. O niver da Manu esta chegando. Estou pensando no que fazer, se fazemos uma festa surpresa ou saímos... O que a senhora acha?
- A Manu não gosta muito de festa pra ela. Ela gosta mesmo de fazer para os outros.
- Mas por quê?
- Ela é engraçada Pietra, ela se doa tanto para os outros que festa pra ela, ela não vê graça. É como se fosse perda de tempo. Se você pegasse o dinheiro da festa e doasse, ela ficaria mais satisfeita, por exemplo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A menina do cabelo azul [29] - Desembaçando!

- Você esta bem? – Manu perguntou preocupada.
- É estranho, estranho falar sobre isso. Minha cabeça esta confusa. – Pietra desabafou.
As duas estavam sentadas na beira da praia. Era o dia seguinte após o reencontro de Pietra e seu pai, ela ainda estava mexida.
- É frustrante, né?
- Muito. E você usou a palavra certa. Fez lembrar o sentimento que tive quando ele saiu de casa há anos atrás, é exatamente o mesmo sentimento: uma frustração profunda.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A menina do cabelo azul [28] - Estremecidamente forte!




- Não, eu não consigo. – Pietra se virou querendo ir embora.
Carlinhos a segurou.
- Calma, acabamos de chegar, espera um pouco, você consegue.
Pietra respirou fundo. Aquilo parecia difícil demais pra ela. Ela estava na frente da casa do seu pai. Olhava-a atentamente e pensava mil coisas, que ela poderia ter freqüentado essa casa há anos, como seria por dentro, como seu pai a receberia, se ele teria mudado muito. Ela tinha tanta coisa pra falar, mas ao mesmo tempo tão pouco. A grande verdade é que ela estava cheia de vergonha, não podia acreditar como tinha deixado isso ir tão longe, durar tanto.
- Eu não sei o que falar Carlinhos, nem mesmo como começar.
- Pietra, você tem uma grande vantagem aqui. Ele é seu pai, se você chegar lá e só o abraçar, ele já vai entender o recado.
- Pra mim ele parece um estranho, é essa sensação que tenho. E eu errei feio, fui muito imatura, eu o afastei. Não sei com que cara vou olhar pra ele.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A menina do cabelo azul [27] - Doce timidez

- Pietra, é você?
Era quinta-feira, Pietra tinha ido para a escola tão desarrumada que Manu mal a reconheceu de costas. Estava com um rabo de cavalo bagunçado, a blusa amassada e uma calça jeans velha. Sua mochila tinha um rasgo que parecia não lhe incomodar em absolutamente nada.
- Sim. – Ela virou com um semblante estranho.
- O que houve criatura?!
- Estou cansada, só vim por causa da revisão para a prova. – Reclamou.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A menina do cabelo azul [26] - Ar rarefeito!



- Que faculdade você vai fazer? Já se decidiu, Caio?
Caio pensava em inúmeras opções desde o começo do ano e nunca se decidia, eles já estavam em novembro, logo iriam se formar, o cerco estava fechando. Ele tinha que decidir. Manu, que conhecia sua indecisão, perguntou sem esperar novidades. Mas, foi exatamente isso que teve:
- Quero uma federal, mesmo que seja em outro Estado.