- Não, eu
não consigo. – Pietra se virou querendo ir embora.
Carlinhos a
segurou.
- Calma,
acabamos de chegar, espera um pouco, você consegue.
Pietra
respirou fundo. Aquilo parecia difícil demais pra ela. Ela estava na frente da
casa do seu pai. Olhava-a atentamente e pensava mil coisas, que ela poderia ter
freqüentado essa casa há anos, como seria por dentro, como seu pai a receberia,
se ele teria mudado muito. Ela tinha tanta coisa pra falar, mas ao mesmo tempo
tão pouco. A grande verdade é que ela estava cheia de vergonha, não podia
acreditar como tinha deixado isso ir tão longe, durar tanto.
- Eu não sei
o que falar Carlinhos, nem mesmo como começar.
- Pietra,
você tem uma grande vantagem aqui. Ele é seu pai, se você chegar lá e só o
abraçar, ele já vai entender o recado.
- Pra mim
ele parece um estranho, é essa sensação que tenho. E eu errei feio, fui muito
imatura, eu o afastei. Não sei com que cara vou olhar pra ele.